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Resenha: A Comissão Chapeleira - Renata Ventura

01/01/2014 -

 Olá pessoal!

 É, feliz ano novo, feliz 2015, você folga mas nós não!

 Hoje trago a resenha do segundo livro da nossa desalmada mais querida: Renata Ventura.



A Comissão Chapeleira


Sinopse:

"Atormentado pelos crimes que cometeu em seu primeiro ano como bruxo, tudo que Hugo mais queria naquele início de 1998 era paz de espírito, para que pudesse ao menos tentar ser uma pessoa melhor. Porém, sua paz é interrompida quando uma comissão truculenta do governo invade o Rio de Janeiro, ameaçando uniformizar todo o comportamento, calar toda a dissensão, e Hugo não é o único com segredos a esconder.


Para combater um inimigo inteligente e sedutor como o temido Alto Comissário, no entanto, será necessário muito mais do que apenas magia. Será preciso caráter. Mas o medo paralisa, o poder fascina, e entre lutar por seus amigos, ou lutar por si próprio, Hugo terá de enfrentar uma batalha muito maior do que imaginava. Uma batalha com sua própria consciência."



Opiniões da contra-capa do livro:


“Renata não tortura, Renata destrói as almas dos personagens e o leitor fica de coração da mão, querendo saber mais.”

“Venho avisar a todos que encomendem dois corações a mais, porque A Comissão Chapeleira é o livro mais tenso, angustiante, emocionante, inspirador e desesperador que eu já li.
Este livro é mais do que a continuação de A Arma Escarlate.
É uma obra de arte que nos deixa completamente sem chão.”



Opiniões do grupo "Analise A Comissão Chapeleira":


“Não acredite no amor de quem tortura, mas sim de quem se deixa torturar em defesa de terceiros.” - Cosmelúcio Costa


“Não é uma continuação de A Arma Escarlate, é uma história completamente nova, que por coincidência usa os mesmos personagens, mesmo enredo e mesmo local. O clima é completamente oposto ao inicial.” 


“Depois de tantos arrependimentos e tantas desculpas, será que ainda resta confiança?” 


“Este livro é uma obra-prima, magnânima, estupenda. Todavia, seu conteúdo é passível de ser usado como instrumento de tortura medieval, então é de suma importância procurar ajuda profissional para recuperação pós-leitura.” 


“A maldade o torna bom. Na verdade, o torna ótimo.” 


“Supera os dramas mais aclamados da história.” 


“Dor.” 


“Dói? Sim, mas você gosta e quer, e ânsia, vive, chora, se agonia. Tudo isso, do melhor jeito possível.”


“Tenso e torturante do começo ao fim.” 


“Um livro que até hoje não consigo descrever o que senti.” 


“Um livro que uma vez lido, nunca mais volta a ser a pessoa que era. Não se pode pensar sobre o mundo e você mesmo da mesma forma. Um livro que te atrai de corpo e alma, te modifica, te faz chorar, te faz rir e ter medo paralisante. Especialmente brilhante!” 


“Esse livro vai te prender de um jeito tristemente bom.” 


“E eu, que havia sofrido com o conflito na Lapa durante A Arma Escarlate, mal sabia que o que me esperava nessa sequência seria mais arrasador em proporções inimagináveis. Dito isso, só me resta confirmar o que já é alertado na contracapa: encomende um coração a mais, ou até dois, e ainda não serão suficientes.”
“Bom, eu sempre digo que A Comissão Chapeleira faz A Arma Escarlate parecer um conto infantil. Um livro arrebatador que nos fazer ler com o coração na mão e nos dá aflição a cada página.” 


“É um instrumento de tortura que, no século 21, foi chamado de 'A Comissão Chapeleira'.” 




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 Nesse segundo volume da série que teve início com o livro "A Arma Escarlate", a escritora carioca Renata Ventura nos traz mais do que os livros nacionais estão se esquivando.
 Além de uma história completamente nova e diferente dos atuais escritores nacionais, Renata traz as complicações do dia-a-dia, traz a visão da favela, da pobreza, da fome (mais como plano de fundo, já que o primeiro foi bem mais marcante nesse sentido), que existe, e que pouco é retratado em livros de fantasia nacional. Renata é marcante, poque combina a fantasia com a vida real, e isso é fascinante!

 Nesse segundo volume, as lendas folclóricas ganham mais vida e mais ação, elas ganham identidade e se tornam protagonistas.

  Sua escrita é extremamente fácil e torna a leitura uma ação maravilhosa, que acaba fazendo com que os leitores se desesperem, ansiosos pela próxima frase, página, capítulo e livro.
  
  Renata Ventura, com certeza veio para revolucionar a literatura nacional. Ganhamos, no século 21, uma escritora fantástica que veio trazer aos brasileiros o amor à sua cultura e o desligamento dos preconceitos.

 A seguir, um breve resumo (sem spoilers) sobre o conteúdo de "A Comisão Chapeleira"


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 Hugo está voltando para a Korkovado. Dessa vez ele arranjou um emprego decente. É aprendiz de varinheiro em uma loja de varinhas bem vista (decente e honesta).
 Quem disse que, porque ele resolveu ser uma pessoa melhor (ou tentar, pelo menos), as coisas dariam certo ou seriam melhores?
 Muito pelo contrário!
 Agora, em época de eleição, os candidatos estão se atirando na frente dos seus eleitores - e aqui eu digo que para quem leu, sabe que eu não estou exagerando nem um pouquinho - cuspindo suas ideias focadas na visão do país no exterior.
 Átila Antunes, o candidato mais querido dos Pixies (ok, vamos excluir o Índio dessa parte) traz uma proposta de governo focada na educação, ganhando grande destaque entre os eleitores, já que os outros só pensavam em Europeizar o país (e aqui eu falo sobre Lazai-Lazai).

 Eles estavam confiantes no primeiro dia de aula. A famosa festa dos Pixies estava rolando e todo mundo estava se divertindo (arrisco dizer que até os Anjos não estavam tão carrancudos).

 Com a nomeação de um dos candidatos (que não revelarei, muahaha) veio a Comissão Chapeleira, um grupo exageradamente grande de pessoas vestindo roupas Europeias e chapéus coco.

 A ideia da comissão seria reparar as escolas  de 'rebeldes', 'arruaceiros', 'pessoas com baixo QI'... enfim, eles querem transformar a escola em um ambiente seletivo, onde só pessoas de alto grau podem estudar.

 Em torno dessa bagunça, a Comissão foi se tornando cada vez mais rigorosa até chegar em um grau tão insuportável que foi facilmente comparado a uma ditadura.

 De repente, as pessoas sumiam e não voltavam. Os que voltavam, voltaram estranhos e a Comissão ia ficando cada vez mais forte e temível.

 A Comissão Chapeleira trabalha com o nosso psicológico, fazendo com que sintamos pena, amor, ódio, e muito mais pelos personagens contidos nessa obra tão torturante e fascinante.

 A Comissão Chapeleira faz com que vejamos A Arma Escarlate como se fosse 'As Crônicas de Nárnia', completamente doce e alegre.


 Minha nota para o livro é, com certeza: 

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